|
II CONGRESO CIENCIAS, TECNOLOGÍAS Y CULTURAS. Diálogo entre las disciplinas del conocimiento. Mirando al futuro de América Latina y el Caribe 29 de octubre - 01 de noviembre de 2010. SANTIAGO- CHILE Se convoca a los académicos a presentar ponencias al simposio:
COORDINAÇAO - Prof. Dr. Alex Blanch –Professor da Pontificia Universidad Católica de Chile,
Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla
- Prof. Dr. Christian Hausser –Professor do Instituto de Estudios Humanisticos Abate Molina, Universidad de Talca, Chile
Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla
- Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques –Coordenador do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON.Universidade Federal do Rio de Janeiro
Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla
- Profa. Dra. Sandra Korman –Coordenadora do Departamento de Comunicação da Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Pesquisadora Associada do NETCCON.UFRJ
Esta dirección electrónica esta protegida contra spam bots. Necesita activar JavaScript para visualizarla
CONVOCATORIA - A insustentabilidade socioambiental exige um realinhamento epistemológico (Morin, Boaventura Santos) das ciências, das tecnologias e das culturas, consequentemente um realinhamento político, mediático, pedagógico e econômico [portanto psico-social e histórico (Castoriadis)], que redirecione -de forma transdisciplinar, eficaz e urgente- a consciência do que seja o conceito Desenvolvimento, através de sua revisão arqueológica (Mattelart) e histórica (Koselleck, Maturana). Apenas assim são possíveis na América Latina mais redes sociais, políticas públicas sociais e empreendimentos de pessoas físicas, movimentos e organizações na direção do que se pode chamar Cidadania Sustentável (Ouriques); ou seja, de um novo conceito de (des)envolvimento a partir do sustentável, do democrático e do social; uma vez que, por exemplo central, a transformação do trabalho hoje é a base e o resultado do “desenvolvimento” e ela ocorre não apenas em termos externos ou ambientais mas de forma sistêmica e portanto também de forma intra e endo.
- Este Simpósio reflete de maneira operacional a América Latina, no atual momento de passagem da dependência para a interdependência, sob a perspectiva transdisciplinar de múltiplas propostas, dentre elas a de Boaventura de Souza Santos no sentido da necessidade da construção de uma Ecologia de Saberes, e de Evandro Vieira Ouriques no sentido da necessidade da ocupação crítica pelos sujeitos de seu próprio Território Mental, de seu imaginário, de maneira a que sejam capazes de construir uma Mente Sustentável e, assim, de superarem de forma compartilhada o paradigma da apropriação/violência (conexo ao entendimento dominante do conceito Desenvolvimento) pelo vigor do paradigma da regulação/não-violência (portanto do envolvimento cósmico, planetário, afetivo, cognitivo, político e, assim, histórico com o que se convenciou denominar de o Outro, seja este a Natureza, o Não-Ocidental, o Não-Desenvolvido).
- Aberto a temas como Revisão Histórica dos Conceitos Desenvolvimento, Civilização, Progresso, Sustentabilidade; Trabalho como Envolvimento Subjetivo-Objetivo com o Futuro; Novas Cartografias Sustentáveis; Angústias Contemporâneas em Contextos de Desenvolvimento; Violência Urbana e Rural e Reconstrução de Diálogo; Tolerância X Envolvimento; Envolvimento dos Diferentes Discursos Sociais: Cidadania, Estado, Religião, Mídia, Família e Mercado; Esperança, Medo e Liberdade; Novos Arranjos Comunicativos e de Produção, inclusive Design de Produtos para População de Baixa Renda; Utopias Contemporâneas: Estratégicas Visões Compartilhadas em Redes; Saberes Comunicacionais, Organizacionais e Tecnológicos das Populações Indígenas e Não-Ocidentais; bem como a outros temas conexos, as perguntas deste Simpósio se agrupam em três eixos principais:
-
-
- Sob qual perspectiva podemos identificar e estamos identificando os diferentes conhecimentos que movem as ações políticas, pedagógicas, mediáticas, científicas, culturais e empreendedoras na AL a partir do conceito Desenvolvimento? Como distinguir ou não o conhecimento científico do não-científico?; e o conhecimento das ciências básicas do das ciências humanas? Como se distingue o conhecimento não-ocidental do ocidental? Qual as configurações dos conhecimentos híbridos, sejam eles os não-científicos que coincidem com os científicos, e os não-ocidentais que coincidem com os ocidentais? Quais contribuições trazem para a cidadania e a sustentabilidade na AL os sistemas cosmológicos, comunicacionais, pedagógicos e empreendedores de tradições ancestrais européias, indígenas, africanas e orientais?
- Que tipos de relacionamento são possíveis entre os diferentes conhecimentos? Como esses conhecimentos trabalham a causa que move cada sujeito e cada rede? Como formar decisões compartilhadas e distinguí-las das impostas? Quais os conhecimentos disponíveis sobre Diálogo, Não-violência, Mediação de Conflitos, Planejamento Participativo, Plano de Negócios Sustentáveis, Comunicação Compartilhada, Transformação de Atitude? Como assegurar que a tradução e o trabalho inter e multicultural não se transforme numa versão “suavizada” de dominação?
- Qual é o impacto de uma concepção educacional e empreendedora movida pela perspectiva deste Simpósio, capaz de enfrentar e superar a mais perigosa versão do pensamento marcado pelo regime de servidão: a constante ascensão do paradigma da apropriação/violência no interior do paradigma da regulação/não-violência?
- Contexto:
Os economistas de fato mais avançados, como Ladislau Dowbor e Hazel Henderson, reconhecem e trabalham a revisão crítica do conceito de Desenvolvimento e a criação de novos indicadores como o IDH, o FIB-Felicidade Interna Bruta (este já adotado por uma grande empresa brasileira), etc, que são sinais concretos da urgência do Envolvimento. O desafio da multiculturalidade é preservar valores fundamentais diante da pressão do que chega, de maneira a estabelecer uma base comum, portanto, da capacidade de envolver-se com, no caso da AL de envolver-se com ela mesma, fortalecendo internacionalmente alianças dedicadas por exemplo aos estudos ibero-americanos. - A experiência de envolvimento é a própria experiência de comunicação (AMARAL, 2006), ou seja, da comunicação como encontro (PERUZZOLO, 2006), da comunicação como rede, que, por sua vez, é a própria experiência do humano (WATZLAWICK, BEALVIN e JACKSON, 2002) e assim o resgate da experiência do político, uma vez que hoje a liberdade política precisa passar necessariamente pelo domínio do processo de formação da vontade (Mattelart), já que é justamente a vontade o lugar da captura pelo consumo, pelo reconhecimento pelo capital, fonte da aberrante e suicida concentração de renda e desintegração também das populações marginalizadas deste processo.
- O envolvimento, portanto, é a restauração da experiência da linguagem, da língua, do diálogo, das literaturas, da cultura, do empreendedorismo, do design sustentável, ou seja, da experiência positivante a que se referem, por exemplo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Carta da Terra, na presente dinâmica das “questões centro-periferia, global-local, inclusão-exclusão, e tantas outras relacionadas às novas lógicas dos processos de globalização em curso, [que] vêm se constituindo como os problemas centrais da economia, da política e da cultura deste século XXI” (Hollanda).
Trata-se então da urgência de avançar a construção e experimentação de conceitos que permitam a ação coordenada não-capturada. Nes Simpósio trabalhamos justamente a tensão presente no conceito Cidadania Sustentável, a tensão Desenvolvimento / Envolvimento, pois desenvolver tem significado na maior parte das vezes perder o envolvimento econômico, cultural, político, social e ecológico com as pessoas e com os ecossistemas numa violência estrutural (Galtung) que destrói a dignidade e a perspectiva do avanço da construção da Cidadania, aberta em várias experiências importantes hoje na AL. Perde-se assim o saber já acumulado pela Humanidade neste vasto continente cultural e com ele por exemplo o conhecimento dos sistemas tradicionais de organização colaborativa do social e também os de manejo que, ao contrário do que normalmente se pensa, podem conservar os ecossistemas naturais de forma mais efetiva do que os sistemas técnicos convencionais. - Por isto consideramos uma linha importante de encaminhamento desta questão o que diz Paul Taylor: “Só se conseguirmos criar uma pedagogia que articule os saberes solares e nossos saberes lunares, ou seja, uma epistemologia de envolvimento [...]. Uma epistemologia transdisciplinar que integre nos saberes dominantes e científicos nossos outros saberes de experiência, de intuição, e de emoção. A dialética polarizada entre objetividade/subjetividade, dedução/indução, inteligência/sensibilidade que a Universidade salvaguarda, e logo indiretamente, a reitoria e a escola, só pode exacerbar as forças de opressão. Como dizia Paulo Freire, existe uma pedagogia do coração, assim como da esperança, e os dois ampliam o conceito e a prática do diálogo libertador. [...] Que pedagogia, para que liberdade?” (Taylor).
Envíar sus resúmenes a los e-mail de los coordinadores, bajo las siguientes características: - Resúmenes: hasta el 31 de mayo de 2010.
Se aceptan resúmenes de ponencias (200 palabras) y adscripción institucional, indicando e-mail, grado del ponencista (Doctor, magíster, académico, profesional, otro) - Ponencias completas (15 hojas máx.): hasta el 31 de agosto de 2010.
Sólo se aceptarán en el Simposio las ponencias aprobadas. En función de que la Coord. del Simposio evalúa las ponencias a exponer, solo se podrán incluir en Programa y ser expuestas los abstract y ponencias efectivamente enviadas a los coordinadores en las fechas previstas.
Idiomas
- El congreso contemplará intervenciones en portugués, espanol e inglés. Quienes coordinen simposios podrán aceptar ponencias en otros idiomas.
Derecho a participación
- Ponencistas, profesores universitários y profesionales de instituciones de investigación 80 US;
- Ponencistas, estudiantes de postgrado 60 US;
- Participantes sin ponencia 30 US.
|